segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Meditação sobre o Malabares

Quem é do circo sabe o quanto se aprende quando nos reunimos com outros circenses pra treinar. Vou me ater nos malabares, que são minha principal área de atuação no circo atualmente. Nestes encontros, sempre tem alguém com algum truque novo pra ensinar ou uma dica de como executar algum movimento. Me lembro de quando estava começando a aprender a fazer malabarismo com claves e da dificuldade que eu tinha de jogar as 3 claves pra cima. Toda semana eu e alguns amigos nos reunimos para treinar malabares, em uma dessas reuniões, um amigo meu me deu uma dica de apoiar um dedo para jogar a clave para cima. Logo na primeira tentativa eu já percebi que havia sido melhor do que todas as outras tentativas que eu havia feito nos diversos dias que tentei manipular as claves. Incrível! Apenas uma pequena dica rompeu o que me impedia de conseguir fazer malabarismo com 3 claves – pouco depois disso, eu já conseguia controlar as 3 claves –, mas sem aquela dica, me parecia quase impossível, pois eu não conseguia jogar nem 1 clave direito... Da mesma forma, a Igreja é como um grupo que treina malabarismo. Posso ficar um tempão tentando fazer malabarismo sozinho, mas uma dica de alguém mais experiente é transformador. Por isso, ser um membro da Igreja não é uma obrigação, como muito supõe; é, ao contrário, uma ótima oportunidade de sermos edificados com as experiências que outros cristãos tiveram em sua caminhada Cristã. Aqueles que ouvem e se interessam em aprender com a experiencia dos outros, terão, com certeza, muito a ensinar também.
Por outro lado, como no malabares, a autoridade para ensinar depende da nossa prática, não da teoria. De fato, a teoria pode influenciar – e muito –, na prática, porém, o que define se temos ou não autoridade sobre algum assunto para verdadeiramente ajudarmos nossos irmãos, é se tivemos experiências ou não. É por isso que Jesus era diferente. Quando ele falava, todas as pessoas ficavam maravilhadas, “porque ele as ensinava como quem tem autoridade, e não como os mestres da lei” (Mateus 9: 29). Agora, pense que os mestres da lei tinha MUITA teoria pra compartilhar, mas pouquíssima experiência. Jesus, entretanto, foi “um homem de dores e experimentado no sofrimento” (Isaías 53: 3). Ele tinha autoridade pois teve experiência.

Começar a aprender um truque novo no malabarismo pode parecer muito difícil, mas não devemos desanimar com a dificuldade... Da mesma forma, superar alguma dor, mágoa, vício ou conceitos errados enraizados em nós pode parecer bem impossível, mas quando conhecemos alguém que passou por uma situação semelhante e venceu, nossa fé cresce e nos sentimos mais fortes.


Caminhe com eles! Ouça o que têm a dizer! Algum dia essa nossa dificuldade poderá ser um testemunho para aqueles que passarem pelos mesmos problemas.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Meditação sobre o Slack Line

Pra início de conversa, vou dizer algumas coisas sobre os primeiros passos para andar no Slack Line.
(1) Comece amarrando o Slack com distâncias e alturas curtas. Assim fica mais fácil de aprender a andar e os tombos são menores.
(2) Quando estiver em cima da corda, levante bem alto seus dois braços. Isto te dará mais equilíbrio.
(3) Mire um ponto fixo no fim da corda. Isto também ajudará no equilíbrio.
(4) Ache um momento de equilíbrio antes de dar um passo. Quem tá começando e quer andar muito rápido, geralmente caí.

Bem, agora vou compartilhar o que Deus foi me dizendo enquanto começava a dar os primeiros passos no Slack Line:
Existe um caminho perfeito de Deus para nós. Este caminho é como o Slack Line: Sem curvas, sem ondulações; é um caminho reto e justo! Mas é também um caminho apertado (Mt 7: 14). São poucos os que seguem por ele... Apesar disso, alguns de nós decidimos andar neste caminho! Como no Slack, andar neste caminho é um processo. Não dá pra começar apavorando. A gente precisa ter humildade para aprender, ouvir, praticar aquilo que começamos a entender. Aí sim, aos poucos, vamos aumentando a distância e a altura. Pois várias pessoas já quiseram começar armando o Slack bem alto e distante, mas não conseguiam dar passos ou caíram feio... Da mesma forma, quando começamos a caminhar no Caminho que leva à vida, por vezes queremos nos mostrar. Em nossa imaturidade, falamos de mais e ouvimos de menos. Achamos que já temos todas as respostas e damos passos de qualquer jeito, sem sabedoria, ferindo muitas vezes algumas pessoas ou até nós mesmos. Acredito que precisamos aprender a humildade de ouvir os mais experientes, tanto na vida, quanto no Slack Line.
Agora, outro ponto importante, eu diria essencial, são os braços levantados e o mirar fixamente no final da corda. A meu ver, braços levantados significam relacionamento com Deus. E isto é uma verdade: Sem relacionamento com Deus, fica extremamente difícil caminhar no caminho de Deus. Mirar no final da corda nos ajuda a concentração e deixamos de dar atenção às coisas ao redor. Por isso é mais difícil perder o equilíbrio. Do mesmo modo, Na caminhada com Cristo, se focarmos aonde devemos ir, as coisas ao redor não influenciam nossa caminhada e o desequilíbrio torna-se mais fraco e inconstante.
Por fim, não queira dar “passos atropelados”. Muitas vezes, por orgulho de ter conseguido dar um passo na vida cristã, tentamos dar outro logo em seguida. Mas a soberba precede a queda (Pv 16: 18). Da mesma forma, no Slack Line, quando conseguimos dar o primeiro passo bem sucedido, logo queremos dar o segundo por considerarmos que já somos “bons o suficiente”, mas geralmente caímos ao tomarmos essa decisão. Quando der um passo certo, pare um pouco, espere o momento certo de equilíbrio e aí sim, dê o próximo passo. O equilíbrio é como as orientações que Deus nos dá. Muitas vezes, queremos andar sem estarmos equilibrados, isto é, sem orientação de Deus. Por outro lado, por causa do medo de cair, por vezes deixamos de dar um passo mesmo quando Deus nos dá uma orientação. Busque a orientação de Deus! Nem pense em andar sem ela! Deus diz em Salmos 8: 33 e 34, “Ouçam a minha instrução, e serão sábios. Não a desprezem. Como é feliz o homem que me ouve”.
Deus dará uma orientação para dar o próximo passo; e é sua responsabilidade discernir a hora certa.

Beijos, amigos.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Procurando Nemo / Procurando por mim

Hoje, quando estava saindo de casa, passei pela sala pra dar "tchau" pra minha mãe. Ela estava assistindo "Procurando Nemo" e eu fiquei uns 2 minutos assistindo com ela. Justo nesse tempo vi uma cena que me deu vontade de chorar (rsrs, sim, é verdade).
A cena era essa: O Nemo estava no aquário, olhando para o mar, aí esse peixe preto e branco da imagem se aproximou e perguntou se ele - O Nemo -, estava com saudades. Depois o mesmo peixe disse algo sobre o pai do Nemo vir buscá-lo. Aí o Nemo, desanimado, disse: "Ele não virá, ele tem medo do mar".
Pra quem já assistiu, sabe que o pai do Nemo havia realmente dito para o Nemo não ir para o marzão. Ele dizia pro Nemo ficar onde eles viviam, pois lá era seguro. Quando ouvi o que o Nemo disse dentro do aquário, logo me veio como eu tive (e, por vezes, tenho), um conceito errado de Deus. Um conceito de que ele não virá, pois ele não gosta do mal.
De fato, Deus não se agrada do mal, mas muitas vezes, eu tinha o sentimento de que ele não gostava de mim enquanto eu tivesse atitudes más. Lembro-me de que os momentos mais maravilhosos da minha vida, foram quando eu sentia que Deus me amava, pois, nestes momentos, eu tinha convicção da minha vida torta e ímpia, mas ao mesmo tempo, sabia que ele ainda assim queria estar comigo. Dentro de mim, o sentimento era de que ele não viria, pois ele não se agradava do mal. Pensei assim sem saber que Deus vinha ao meu encontro. O Nemo pensava isso sem saber da vinda de seu pai ao seu encontro. Então eu vi: Deus se fez maldito por amor de mim! O pai do Nemo enfrentou o mar por amor ao Nemo! Mas o Nemo não tinha consciência disso até que encontrou seu pai. Nem nós temos essa consciência, até encontrarmos o nosso Pai.

Enquanto eu pensava que ele não me amava e não viria, de repente, percebi que ele estava tão próximo que eu não tinha como fugir, eu até quis me esconder pensando que ele iria se zangar, mas quando vi que Ele me amava acima do meu mal, eu me rendi (chorando muito, com certeza).

"Quando você chegou eu estava exausto e eu pensei que você não podia ver,
mas
você viu através da minha máscara, direito em um lugar secreto em mim.
Então seu amor me abraçou suavemente, sussurrando que tudo ficaria bem.
Eu nasci de novo
em seu amor, nasci de novo em sua luz.
"
(Keith Green)

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