terça-feira, 5 de março de 2013

Escravos do prazer

Estava pensando sobre o conceito de pecado que normalmente é divulgado por aí. Geralmente, o que se pensa é que pecar é fazer algo que Deus não gosta que você faça e aí Ele irá puni-lo por isso. Mais ou menos como quando éramos disciplinados por nossos pais quando riamos aonde não podia ou saíamos de casa para brincar sem permissão.
Particularmente, não acredito que seja assim. Acredito em um conceito de pecado que ouvi há alguns anos atrás, de um grande amigo meu, que dizia que “pecado é tudo aquilo que te afasta de Deus”. Assim sendo, se Deus é totalmente bom, o pecado não pode ser bom, pois é justamente ele que te afasta do bom! Entretanto, alguém poderia dizer: “Discordo! O pecado é sim muito bom!”. Contudo, não considero que ele seja bom, mas sim, momentaneamente prazeroso. É aí que eu quero chegar. Nem tudo que é bom para nós, é também prazeroso, assim como nem tudo que é prazeroso, é necessariamente bom. Por exemplo, assistir pornografia pode ser algo extremamente prazeroso para a maioria dos homens, mas não algo bom para eles, pois existem estudos que revelam várias consequências negativas provenientes da prática de ser um expectador de pornografia, como queda dificuldade de relacionar-se socialmente e vários outras. Outro exemplo é o da “cerveja com os amigos”. Pode ser muito prazeroso ficar bêbado com os amigos ou simplesmente beber socialmente com eles, porém é comprovado que o álcool (em qualquer quantidade) deixa as pessoas mais violentas. Mesmo que seus amigos se divirtam em ver-te bêbado, sua esposa e filhos provavelmente não ficarão felizes ao vê-lo assim; e ainda que fiquem, a maioria das cervejas (se não todas) só fazem mal a saúde e talvez trarão prejuízos físicos mais cedo para sua vida.
Enfim, se apesar das consequências de algum ato as pessoas continuam praticando-o, alegando que o fazem por causa do prazer que eles trazem, em minha opinião, essas pessoas são escravas do prazer.

”Foi para a liberdade que Cristo nos libertou. Portanto, permaneçam firmes e não se deixem submeter novamente a um jugo de escravidão” (Gálatas 5:1)

Jesus pode e quer ser o nosso maior prazer! Só Jesus pode preencher o vazio que tentamos preencher com coisas. Quando enfim estivermos satisfeitos em Deus, deixaremos de tomar decisões baseados no prazer que trazem, mas sim, seremos LIVRES para decidir aquilo que é bom!! O obeso preso a glutonaria vai começar a comer coisas leves e a praticar exercícios; os que se envolvem com prostituição e/ou pornografia vão guardar seus corpos e mentes para um único cônjuge e serão fiéis a este; o beberrão irá passar mais tempo com a esposa e filhos, podendo livremente escolher estar são para ouvi-los e sem bafo para beijá-los; a anoréxica será livre para considerar sua saúde mais importante do que a sua vaidade; o fumante largará o cigarro, pois achará descanso da sua angústia em Deus; o drogado será tão satisfeito de Deus, que a droga não terá mais utilidade e ele poderá voltar para sua família, cuidar da saúde e arranjar um emprego.
Não se trata de sermos proibidos de pecar para Deus não nos castigar; se trata de ser livre da necessidade do prazer, para assim, podermos escolher aquilo que é bom e não precisar colher consequências ruins das nossas ações.

“Por isso digo: Vivam pelo Espírito, e de modo nenhum satisfarão os desejos da carne. Pois a carne deseja o que é contrário ao Espírito; e o Espírito, o que é contrário à carne. [...]

Ora, as obras da carne são manifestas: Imoralidade sexual, impureza e libertinagem; idolatria e feitiçaria; ódio, discórdia, ciúmes, ira, egoísmo, dissensões, facções e inveja; embriaguez, orgias e coisas semelhantes. [...]

Mas o fruto do Espírito é amor, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. [...]

Os que pertencem a Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e os seus desejos.”

(Gálatas 5 : 16, 17, 19, 20, 22 – 24)

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