sábado, 31 de março de 2012

Testemunho sobre minha entrada na universidade

No ano de 2009 decidi que queria cursar Educação Física. Me matriculei em um curso pré-vestibular, pois eu já havia saído do ensino médio no ano anterior. Mas aí o que aconteceu foi que me senti chamado por Deus a largar os estudos e ficar um tempo focado apenas em missões cristãs. Foi aí que me tornei um missionário. No inicio, foi um pouco complicado de aceitar que eu realmente deveria deixar de lado família, estudos e amigos para me concentrar na missão de um Deus que eu a pouco havia conhecido. Mas aos poucos Deus me convenceu que era realmente Ele quem desejava isso de mim. Fiquei 10 meses numa base missionária de uma ONG chamada JOCUM (Jovens Com Uma Missão), mas em nenhum momento a ideia de fazer Educação Física saiu da minha mente. Acredito que Deus retirou-me de onde eu estava e me colocou na JOCUM para me fazer amadurecer como cristão. Eu O havia conhecido há pouco tempo quando Ele me enviou para lá. Eu mal sabia sobre a missão de anunciar o evangelho a todas as pessoas (Mc 16:15), que Jesus deu a cada cristão. Quando retornei de uma viagem missionária, me senti direcionado por Deus a voltar a morar com meus pais e entrar novamente em um curso pré-vestibular para, agora sim, tentar entrar num curso de Educação Física.

Foi então que na segunda metade de 2010 voltei a estudar e, naquele mesmo ano, fiz o vestibular para o curso de Educação Física em vária faculdades. A principio eu desejava entrar na UFPR e não me agradava pensar que talvez eu iria para outra universidade. Estudei muito, pois desejava entrar na UFPR. Eu passei em primeiro lugar na Universidade Positivo, mas não me alegrei muito com isso. Até que, no dia 14 de janeiro de 2011, eu vi meu nome na lista de aprovados da UFPR. Fiquei extremamente feliz. Cortei meus cabelos longos, mergulhei na lama e naquela noite fui numa pizzaria comemorar com os meus pais. No dia seguinte, eu recebi um telefonema de um amigo, me falando alguma coisa sobre as cotas da UFPR. Eu fiz o vestibular contando com a cota social, pois eu havia estudado o ensino médio em colégio público. Depois do telefonema fui checar se as cotas sociais da UFPR eram para alunos de colégio público a partir do ensino médio ou desde a o ensino fundamental. E aí descobri que era desde o fundamental. Descobri então que havia perdido a minha vaga, pois, na realidade, eu não poderia participar da cotas, pois havia estudado em colégio particular no ensino fundamental. Minha tristeza foi imensa. Eu havia perdido o meu maior sonho: Estudar na UFPR. Não entendia o motivo de Deus ter permitido que aquilo tivesse acontecido; ainda mais do jeito que aconteceu. Eu me esforçava por confiar Nele, mas aquela situação havia me arrasado. Lembro-me de certa vez minha mãe me perguntou se eu ficaria feliz em passar em alguma faculdade que não fosse a UFPR e eu, sinceramente, respondi que não. Foi então que, aos poucos, fui entendendo o que Deus estava querendo me dizer. Comecei a perceber que havia idolatrado a UFPR. Estudar lá havia se tornado a razão da minha alegria. Um dos mandamentos de Deus é: “Não terá outros deuses além de mim”. E eu entendi que estava endeusando a UFPR. Me arrependi. Voltei a aceitar que a vontade de Deus era realmente a melhor, afinal, Ele estava querendo me moldar por dentro. Me transformar em alguém melhor.

No dia 04 de fevereiro eu tive um sonho. Sonhei que tinha tido uma nova chance de passar na Federal. No sonho, eu estava feliz com a minha família e tínhamos o sentimento de que era uma benção que Deus havia dado. Poucos dias depois, eu passei na 3º chamada no curso de Educação Física da UTFPR. E, graças a Deus, pude me alegrar em passar lá.
No primeiro semestre de 2011 cursei o 1º período do curso. Nesse mesmo semestre eu voltei a me envolver com a JOCUM, indo em evangelismos e servindo de voluntário num projeto de futebol com adolescentes.
Hoje sei que nem a universidade onde estudo, nem o curso Educação Física são a minha vida. São apenas ferramentas que Deus me deu para que eu possa servi-Lo.

Aquilo que Deus me deu não deveria NUNCA roubar meu Deus de mim.

Minha turma de Educação Física da UTFPR

quinta-feira, 8 de março de 2012

A verdade sobre você

Antes de receber Jesus na minha vida eu lutei com todas as minhas forças para me manter cercado de amigos populares; sempre quis fazer parte daqueles que todo mundo olha e pensa: “Queria fazer parte desse grupo”. Quando eu estava no ensino médio me lembro de estar cercado de amigos e de estar rindo dos assuntos deles, mas dentro de mim eu estava sozinho e nem um pouco afim de sorrir, mas prosseguia sorrindo para não perder a “moral” que eu havia conquistado. O que quero dizer é que sempre precisei muito da aceitação das outras pessoas. Mesmo depois que tive uma experiência com Jesus que transformou toda a minha vida, por vezes, me peguei correndo atrás de amizades de novo. Não penso que ter amizades seja errado, pelo contrário, penso que é da vontade de Deus que tenhamos amigos verdadeiros. Mas o que as pessoas dizem de você, até os melhores amigos, deve sempre ficar em segundo plano. Pois o que importa mesmo é o que Deus fala de você. O que importa é a aceitação Dele!
Esses dias atrás, durante um treino de futebol que eu dou lá na JOCUM, eu estava acompanhando o jogo-treino dos piás. Estava como juiz, mas eu apoiava os dois times com elogios e conselhos. Uma hora, um menino fez uma jogada muito boa, mas a bola acabou sendo perdida. Enquanto eu o aplaudia, um garoto do mesmo time reclamou dele. O que aconteceu foi que o piá da jogada ficou chateado com a reclamação. Nessa hora eu disse para que ele não ouvisse o que os companheiros de time diziam a ele, mas que olhasse para mim e prestasse atenção no que eu falava, pois eu é que iria dizer a verdade sobre os lances dele. Um tempo depois, num culto, Deus me trouxe essa lembrança e falou, “Duds, da mesma forma que você falou para ele esquecer a opinião dos colegas e se focar na sua, assim que quero que você não dê tanto valor ao que as pessoas dizem sobre você, apenas olhe para Mim e preste atenção no que Eu digo sobre você.” Portanto, penso que devo me esforçar para ir mais fundo no meu relacionamento com Deus, mas também preciso SEMPRE sondar o meu coração e reconhecer com que motivação estou fazendo isso. Como disse o pastor Coty (@PrCoty) no seu livro O Obreiro Aprovado, “O 'para quem' estamos fazendo é tão relevante como 'o que' estamos fazendo. A questão não é só fazer. É vital focalizar e disciplinar a motivação do nosso desempenho ministerial em agradar a Deus antes mesmo que servir aos homens”. Se eu danço como forma de louvor, É PRA DEUS! Não preciso que alguém diga que foi legal, nem me entristeço se disserem que foi inconveniente. Minha motivação não é agradar aos homens, é fazer Deus sorrir!
Enfim, acredito que se alguma ofensa acaba com o meu dia ou se eu preciso de afirmação de alguém para me sentir satisfeito, há algo errado. Só DEUS pode dizer a verdade completa sobre você. Cabe a nós buscarmos ouvir a Sua voz.
Termino esse post com uma frase do Irmão Yun, do livro O Homem do Céu

“Os cristãos que têm ministério público são os que correm mais risco de cair em dificuldades, porque podem, com muita facilidade, ser tentados a ouvir o aplauso e o louvor dos homens. É necessário clamar a Deus para que ele ajude a ouvir apenas a voz dEle, não a das multidões que nos elogiam.
Embora tenhamos esperança de que todos gostem de nós e nos aceitem, Jesus ensinou: 'Ai de vós, quando todos vos louvarem!' (Lc 6:26)”

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