segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Pessoas que eu admiro

Eu sei que não é fácil achar pessoas assim por aí, mas acho que é justamente por isso que admiro essas características nas pessoas.
Eu admiro,

Quem sabe argumentar com sabedoria, mas escuta mais do que fala.

Quem tem vários filhos e cuida bem deles.

Quem se casa só uma vez na vida.










Quem não precisa provar nada.

Quem não se abala com críticas destrutivas.

Quem perdoa qualquer pessoa, independente do que ela fez.

Quem toca piano.












Quem lê muitos livros.

Quem gosta de correr.

Quem ora muito.

Quem fala de Deus sorrindo.

Quem não tem vergonha de chorar.

Quem evita a crítica, mas sempre aconselha.

Quem tem uns amigos íntimos.














Quem não tenta chamar a atenção, ainda que tenha muitas coisas boas para mostrar.

Quem não esconde nada.

Quem fala vários idiomas.

Quem gosta de acampar.














Quem interage com qualquer pessoa.

Quem estuda bastante.

Quem interpreta bem em peças de teatro.

Quem prefere falar das qualidades dos outros e não das próprias qualidades.

Quem prefere falar dos próprios erros e não dos erros dos outros.

Enfim, acho que admiro as pessoas bem simples, e não estou falando da forma de se vestir, mas daquelas pessoas que passam despercebidas na multidão, mas no dia que a gente conhece não dá pra não pensar: "Puxa, como é que eu não conheci essa pessoa antes?"

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Shahbaz Bhatti

“O Meu nome é Shahbaz Bhatti. Nasci em uma família católica. Meu pai, professor aposentado, e minha mãe, dona de casa, me educaram segundo os valores cristãos e os ensinamentos da Bíblia, que influenciaram a minha infância.

Desde menino, tinha o costume de ir à Igreja e encontrar profunda inspiração nos ensinamentos, no sacrifício, e na crucificação de Jesus. Foi o amor de Jesus que me levou a oferecer os meus serviços à Igreja. As espantosas condições nas quais se encontravam os cristãos do Paquistão me perturbavam. Recordo uma sexta-feira de Páscoa, quando tinha somentre treze anos: escutei um sermão sobre o sacrifício de Jesus para a nossa redenção e para a salvação do mundo. Pensei em corresponder aquele seu amor doando amor aos nossos irmãos e irmãs, pondo-me a serviço dos cristãos, especialmente dos pobres, dos necessitados e dos perseguidos que vivem neste país islâmico.

Foi-me exigido pôr fim à minha batalha, mas eu sempre refutei, até mesmo com o risco de perder a minha vida. A minha resposta sempre foi a mesma. Não quero popularidade, não quero posições de poder. Quero somente um lugar aos pés de Jesus. Quero que a minha vida, o meu caráter, as minhas ações falem por mim e digam que estou seguindo Jesus Cristo. Tal desejo é tão forte em mim que me considerarei um privilegiado se – neste meu esforço de batalha em ajudar os necessitados, os pobres, os cristãos perseguidos do Paquistão – Jesus quisesse aceitar o sacrifício da minha vida.

Quero viver por Cristo e por Ele quero morrer. Não experimento nenhum medo neste país. Muitas vezes os extremistas desejaram me matar, prender-me; me ameaçaram, aterrorizaram a minha família. Eu digo que, enquanto eu tiver vida, até o meu ultimo respiro, continuarei a servir Jesus e esta pobre, sofrida humanidade, os cristãos, os necessitados, os pobres.

Creio que os cristãos do mundo, que estenderam as mãos aos muçulmanos atingidos pela tragédia do terremoto de 2005, tenham construído pontes de solidariedade, de amor, de compreensão, de cooperação e de tolerância entre as duas religiões. Se tais esforços continuarem, estou convencido que conseguiremos a vencer os corações e as mentes dos extremistas. Isto produzirá uma mudança positiva: as pessoas não se odiarão, não matarão em nome da religião, mas se amarão umas às outras, trarão harmonia, cultivarão a paz e a compreensão nesta região.

Creio que os necessitados, os pobres, os órfãos, qualquer que seja a sua religião, serão considerados antes de tudo como seres humanos. Penso que aquelas pessoas sejam parte do meu corpo em Cristo, que sejam a parte perseguida e necessitado do corpo de Cristo. Se nós levarmos a termo esta missão, então nós ganharemos um lugar aos pés de Jesus e eu poderei olhá-Lo sem sentir vergonha”.
"Quero deixar claro que estou consciente de que na luta para proteger a liberdade religiosa, direitos das minorias, e para levantar a voz contra a lei sobre a blasfêmia, eu posso ser assassinado. Eu posso ser morto," contou Bhatti em uma entrevista em fevereiro de 2011.
"Mas vou continuar a seguir os princípios que eu acredito. Vou continuar a elevar a voz dos sem voz. Não vou sentir medo por causa dessas ameaças, porque eu sigo a Jesus Cristo que deu sua própria vida por nós. Assim como um seguidor de Cristo, meu destino é falar por aqueles que não podem falar por si mesmos."

Bhatti foi o primeiro Cristão a ser membro do gabinete do presidente paquistanês.

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