sábado, 22 de dezembro de 2012

O Amor Verdadeiro

22 de Dezembro de 2009
Cidade: Ouarzazate
País: Marrocos

O Natal é um tempo diferente de qualquer outro do ano, é muito difícil pensar num Natal sem felicidade e amor. Normalmente é nessa data que as pessoas esquecem as brigas, fazem as pazes, passam tempo juntas e amam umas as outras.

Nesse tempo em que estou aqui na África meu Pai tem me ensinado muito sobre o amor ao próximo. Eu pude ver que o meu falso amor pelas pessoas era completamente interesseiro, eu realmente percebi como é difícil amar alguém quando não se é amado de volta, ou como é complicado se importar com os outros quando ninguém se importa contigo; eu percebi como é difícil obedecer ao segundo maior mandamento de Deus, o de amar ao próximo. Mas que bom que enquanto estamos vivos nunca é tarde para se arrepender e pedir perdão. Agora, todos os dias Ele tem me ensinado e ajudado a abandonar o meu falso amor pelos outros e a começar a amar com o VERDADEIRO amor. O amor paciente que tudo sofre e tudo suporta. O amor que não depende da outra pessoa ou do que ela pode te oferecer, o amor eterno que não acaba depois de um momento de alegria como o Natal! É isso que eu quero viver e desejar na vida de vocês, muito mais do que um Natal cheio de amor, mas uma VIDA INTEIRA cheia do verdadeiro amor do Pai. O amor é uma escolha, então precisamos escolher amar TODAS as pessoas a cada novo dia, e não esperar que o amor surja do nada.

É com muito amor e saudade que escrevo esta carta para vocês. Fiquem na paz e
FELIZ NATAL.

Eduardo Carniel

domingo, 2 de dezembro de 2012

Baseado no amor

Bom, antes de começar a falar sobre namoro, acredito que muita gente irá ler esse post e não irá concordar com o que vou dizer aqui. Mas tudo bem, não quero provar nada, só dar minha opinião.

“Recicle garrafas, não garotas. Por que usar tantas e tantas vezes?”

Quando eu ainda não tinha um relacionamento com Jesus, eu, como qualquer menino adolescente, desejei começar a namorar. Nem sempre eu tive sucesso com as meninas, mas como dizia a música, “não era belo, mas mesmo assim, havia mil garotas afim”. Quando namorava era assim: Por um tempo era bom, depois de um tempo perdia a graça para um dos dois e aí o namoro acabava. Aí era partir para outro relacionamento com uma outra pessoa. Pensando bem, na verdade isso acontece não só com os adolescentes, mas com qualquer idade; e não apenas fora da igreja, dentro dela também! Talvez dentro da igreja isso ocorra de uma forma mais camuflada, de uma forma mais “evangélica”, mas é a mesma coisa. Acredito que Deus tem me ensinado que preciso ter a intenção correta para começar um relacionamento. Mas qual é a intenção correta? É o amor! Ah, isso todo mundo sabe. Será?
Na minha opinião, a intenção que a maioria dos jovens e adolescentes tem tido para começar alguma coisa, normalmente tem sido o egoísmo. Vou tentar ser mais claro. Todos nós temos um vazio, e isso nos gera uma carência. Essa carência me faz desejar ter alguém ou alguma coisa para supri-la. O problema é que muito facilmente eu acabo tentando suprir minha carência com outras coisa além de Jesus. Jesus não supre só nossa carência espiritual, mas também a carência sentimental, afetiva, emocional, etc. Só Jesus pode suprir completamente minha carência! Não significa que eu deva aceitar que Jesus supra minha carência e depois viverei solteiro para sempre. Mas penso que o maior erro é que a maior parte das pessoas buscam um(a) namorado(a) com a intenção de suprir sua própria carência; aí quando seu namorado(a) perde a graça e não supre mais aquela carência, o namoro/casamento acaba. E como dizem: “O amor acabou...”
Acredito que o relacionamento amoroso com outra pessoa é um compromisso sério e foi criado por Deus para que um sirva o outro, não para que um sugue o outro. Se eu continuar carente nunca terei condições de amar minha namorada/noiva/esposa. Por isso acredito que preciso suprir minha carência em Deus. A oração, “Deus, eu PRECISO de uma namorada” não deveria existir! Eu preciso de Deus! Só dele e pronto! Se eu tivesse uma filha, eu não entregaria ela a qualquer mané que quisesse usá-la para saciar sua vontade de ser abraçado e beijado; mas entregaria para um rapaz que eu soubesse que iria fazer bem para minha filha e estivesse disposto a amá-la mesmo se ela não tivesse muito a oferecer nem como retribuir. Da mesma forma, se eu digo estar esperando em Deus minha futura namorada, mas continuar carente e orando desesperado para que Deus me envie uma menina o mais rápido possível, estou mentindo e Ele provavelmente não enviará. Primeiro Ele irá tratar minha carência, aí só quando eu tiver condições de entrar num relacionamento para verdadeiramente amar àquela menina sem esperar receber nada dela, aí Deus confirmará Sua vontade de me entregar a filha dele.

A escolha é minha:
1º - Ou eu mesmo arranjo uma namorada/esposa e vejo no que vai dar;
2º - Ou decido confiar em Deus, passar por cada ensino dele, esperar até Ele confirmar Sua vontade e viver um casamento eterno baseado no amor - acreditando que a Bíblia não mente quando diz, “O amor nunca acaba” (1Co 13:8).


Desde 2009 eu tenho experimentado como vale a pena confiar em Deus. Sendo assim, ainda que seja o caminho mais difícil e aparentemente “chato”, eu fico com a segunda opção.

“É fácil ficar pulando de um relacionamento superficial para outro, satisfazendo nossos desejos egoístas. Contudo, é preciso ser um homem de verdade para manter uma mulher satisfeita por toda a vida.” (Eric Ludy)

“Se nossos jovens buscassem Jesus da mesma forma que buscam uma namorada ou namorado teríamos avivamento.” (Gregorio Mcnutt)

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

A Verdade por Trás da Fantasia da Pornografia

"Qualquer um que tentar escrever um livro sobre suas horríveis experiências dentro da Indústria pornô operadas ilegalmente e anos de abuso sexual desde a infância à prostituição, enfrentará uma tarefa terrível, e precisa de grande amor e compreensão dos leitores. Esta foi a coisa mais difícil que eu já tive que fazer e levou anos de preparação, dor e oração antes que eu pudesse fazê-lo. Mas pela graça de Deus Todo-Poderoso, eu escrevi e agora eu preciso que você leia-o. Eu preciso que você leia sobre a exploração e violência contra as mulheres e homens na indústria pornô para que você possa começar a ser curado. Eu preciso que você sinceramente entenda que toda vez que você clica para ver um site pornô você está contribuindo para a destruição de valiosas vidas humanas. Eu preciso que você leia este livro até a última palavra dele e, em seguida, curve a cabeça humildemente perante o céu e lamente em lágrimas até que a única força que você tenha seja a de parar de ver pornografia." (Shelley Lubben)

Estava dando uma olhada nuns blogs por aí e encontrei essa indicação de livro: “A Verdade por Trás da Fantasia da Pornografia”, de Shelley Lubben. Comecei a ler e fiquei impactado com a história dessa mulher e de todo trauma e dor existentes na industria pornográfica. Indico essa leitura para todos: Aos que adoram pornografia, aos que lutam para estar longe de vícios, como ver pornografia e/ou masturbação e também aos que desejam ser usados para aconselhar outras pessoas a se libertarem desse mundo que aparentemente é legal e prazeroso, mas que na verdade é cheio de dor, magoa e morte.
A Escritora Shelley Lubben, é a fundadora da Fundação Cruz Rosa, que tem como objetivo alcançar os trabalhadores da indústria pornô, oferecendo apoio e suporte emocional, financeiro e social. A fundação também oferece educação para aqueles que lutam contra a pornografia.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

E como foi no Haiti?

Desde que voltei do Haiti, muita gente me fez essa pergunta: “Como foi lá no Haiti?”
Pra mim foi um pouco difícil de responder esse tipo de pergunta assim, à queima-roupa, pois como posso resumir todas as experiências em 5 minutos? Rsrs... Normalmente, quem pergunta como foi a viagem, não pensa que a resposta pode durar vários minutos... Minha vontade é dizer: “Senta aí que a resposta é longa!”
Ontem eu me dei conta que podia falar sobre a viajem aqui. Então, puxe um banco aí e sente pra ouvir essa história.

Fomos para o Haiti em um equipe de 7 pessoas. Todos brasileiros. Mais ou menos 1 mês antes da viagem, nós começamos a nos encontrar e ensaiar umas peças de teatro. Nossa líder já tem trabalhado no Haiti desde 2004. Ela tinha a direção de levantar “altares de adoração” em pontos estratégicos do Haiti. Basicamente o que fazíamos era ir a uma rua ou praça e louvar a Deus e declarar ao Haiti àquilo que eramos direcionados pelo Espírito Santo. Como cantávamos alto, naturalmente muita gente ficava ao nosso redor olhando, curiosos. Aí aproveitávamos para apresentar uma peça de teatro e ao final da peça perguntar se alguém gostaria de receber um oração. Nesses momentos muita gente decidiu entregar a vida pra Jesus e foi curada. Além disso, servimos uma Igreja local e ficamos hospedados na casa do pastor dessa Igreja. Nos deram a oportunidade de ministrar louvores, pregar, apresentar teatro... Eu senti que essa foi uma grande oportunidade para nós, cristãos. Eu me lembro de um tempo atrás ficar sentado nos cultos imaginando que essa história de pregar, cantar no louvor ou apresentar teatro era coisa pra poucos. Mas penso que Deus tem me mostrado como isso não é verdade. Eu não preciso ter uma voz linda para puxar um louvor, nem preciso ser um super ator para apresentar um peça. Eu só preciso me colocar a disposição e permitir que Deus me use como quiser. Talvez alguém contribua para muitos missionários - e eu admiro muito quem faz isso - mas pense que Deus nos chamou para algo muito maior do que só contribuir com dinheiro. Ele nos chamou para IR! Muitas vezes a mentalidade de alguns cristãos é que Deus levanta alguns missionários nas Igrejas e o “resto” da Igreja se une para mantê-lo financeiramente. Penso que nós todos deveríamos ser mantenedores e missionários ao mesmo tempo. O missionário não deve pensar que não precisa abençoar nenhum irmão e o mantenedor não deve pensar que não precisa pregar o Evangelho na Igreja, nas ruas, na própria cidade ou fora do país.

Pra mim, outra coisa que marcou muito essa viagem, foram as belezas daquele país. Fomos visitar a praia e, sinceramente, foi uma das paisagens mais lindas que eu já vi na minha vida. A água era bem azul e quando a gente mergulhava conseguia ver vários peixes nos recifes.
Foi uma experiência muito boa que tive nessa viagem ao Haiti. Só tenho a agradecer aos cristãos haitianos que nos receberam tão amorosamente, meus irmãos brasileiros que foram comigo pra lá - dei muitas risadas com estes - e a meu Deus querido que apesar de eu ainda decepcioná-lo tanto, me dá experiências maravilhosas como essa.
Vou postar algumas fotos da viagem pra vocês darem uma olhada.
Nossa equipe a caminho do Haiti
Aranha encontrada na casa em que fomos hospedados
Apresentação de teatro na rua
Crianças de um dos vários orfanatos do Haiti
Evangelismo
Crianças da Igreja
Praia







segunda-feira, 28 de maio de 2012

Não esqueça de amar as pessoas

“Eu não consigo entender como as pessoas acham ruim sustentar outras pessoas e normal sustentar um cachorro ou um gato.”
(Ramona Repolês)

Havia um homem que vivia em túmulos. Ninguém conseguia prendê-lo, nem mesmo com correntes. Muitas vezes ele havia sido acorrentado pelos pés e mãos, mas ele arrebentara as correntes e quebrara os ferros de seus pés. Ninguém era suficientemente forte para dominá-lo. Noite e dia ele andava gritando e cortando-se com pedras entre os túmulos e nas colinas. Jesus foi a ele e disse: “Saia deste homem, espírito imundo!” Enquanto isso, uma grande manada de porcos estava passando numa colina próxima. Os demônios imploravam a Jesus: “Manda-nos para os porcos, para que entremos neles”. Ele lhes deu permissão, e os espíritos imundos saíram e entraram nos porcos. A manada de cerca de dois mil porcos atirou-se precipício abaixo, em direção ao mar, e nele se afogou. Os que cuidavam dos porcos fugiram e contaram esses fatos na cidade e nos campos, e o povo foi ver o que havia acontecido. Quando se aproximaram de Jesus, viram ali o homem que era possesso de demônios, assentado, vestido e em perfeito juízo; e ficaram com medo. Depois de ouvirem sobre o que havia acontecido ao endemoninhado e aos porcos, o povo começou a suplicar a Jesus que saísse do território deles.
(Paráfrase de Mateus 5: 3-5, 8, 11-17)

Meditando nesse texto de Mateus, me chamou a atenção a atitude do povo perante a libertação daquele homem. É inacreditável! Eles quiseram que Jesus fosse embora! Talvez eles preferissem que aquele homem continuasse do jeito que estava, ou talvez fosse melhor para todos que ele se matasse. Pode ser que, para o povo, se os porcos estivessem bem, tudo estaria em perfeita ordem.

Faz um tempo que eu quero escrever algo sobre animais de estimação; pois, na minha opinião, estamos vivendo um tempo em que tem sido dado mais valor aos “filhinhos caninos” do que as pessoas! Não é errado ter um animal para cuidar. Também gosto dos animais e sou contrário aos abusos que muitas vezes eles sofrem dos humanos. Penso que o erro não está em amá-los, mas sim, em deixar de amar as pessoas. O amor por QUALQUER tipo de pessoa deve ser maior do que o amor por um animal, caso contrário algo deve estar errado. Para Jesus, as pessoas sempre foram e sempre serão mais importantes do que os animais. Foi por isso que ele mandou os demônios entrarem em porcos. Mas como diz em Isaías 5:20, muitas pessoas “chamam ao mal bem; e ao bem mal”. Isto é, muitas pessoas não se importam se as cidades estão cheias de mendigos dormindo nas ruas e comendo lixo; contanto que seus gatinhos e cachorrinhos estejam protegidos e alimentados, está tudo bem! Não se importam se seu próprio irmão ou irmã está confuso e precisando de um apoio, pois elas estam muito bem ganhando uma lambida do "melhor amigo do homem". Quero reforçar que não sou contra ter um animal, alimentá-lo e cuidá-lo. Sou contra o fato de muitas pessoas que se dizem seguidoras de Jesus, estarem desperdiçando bastante tempo e dinheiro com os animais e esquecendo que Jesus morreu pelas PESSOAS e não pelos animais. Se você tem dito que ama Jesus, então demonstre esse amor!

“Eu demonstro meu amor por Deus não quando eu vou a igreja, mas quando eu amo o meu próximo.”
(Landa Cope)


Para Deus, a alma de um louco drogado mendigo fedido e bêbado vale infinitamente mais do que 2000 animaizinhos fofinhos! Então, por causa do nosso amor por Jesus, vamos nos dedicar em amar mais as pessoas! O amor pelos animais faz parte, mas o que Deus quer de nós é que amemos mais as pessoas; sejam elas limpas ou sujas, ricas ou pobres, orgulhosas ou humildes, amigas ou inimigas...





domingo, 15 de abril de 2012

Meu pai me ama!

Em determinado momento da minha vida eu tive certeza de que meu pai não me amava. Por algum motivo, eu senti que, pra ele, o trabalho era mais importante do que eu. Ainda que isso não fosse verdade, o fato de ter me sentido rejeitado, me fez rejeitá-lo e considerá-lo um pai que não era “bom o suficiente”.
Na minha adolescência não fui um filho amoroso. Por sentir que meu pai não era “bom o suficiente”, construí uma barreira entre eu e ele. A partir de então, ainda que ele quisesse se aproximar e conversar comigo, quanto mais ele tentava, mais eu me enfurecia com ele. Nunca me esqueço do fato de meu pai oferecer a comida da mesa para todos da família antes de comê-la. Isso era (e é!), com certeza, uma atitude nobre, honrosa e amorosa da parte dele. Porém, isso me deixava com uma tremenda raiva. Para mim, ele tinha que saber que eu não gostava daquela comida que ele estava oferecendo; e se por acaso eu gostasse, eu pegaria e pronto! O fato é que eu me sentia ofendido com as formas de demonstrar amor do meu pai. Tudo por causa de um maldito sentimento mentiroso de rejeição paterna que eu aceitei na minha vida.
Em 2008 tive um encontro com Deus que mudou toda a minha vida. Passei a amar mais as pessoas, respeitar as garotas, honrar as autoridades... Mas eu ainda tinha muita dificuldade com meu pai. Eu sentia que o Espírito Santo estava me mostrando que aquele sentimento de amargura que eu havia cultivado contra meu pai, não agradava a Deus. Mas eu não sabia o que fazer. Hoje eu sei que o que causou aquilo foi o sentimento de rejeição; mas na época eu não sabia. Eu só sabia que eu não gostava do meu pai. Queria estar longe dele. Não queria que ele tivesse mais atitudes de amor para comigo, pois para mim, lá no fundo, eram todas falsas!
Sozinho, no meu quarto, certa vez orei a Deus e pedi para que ele me ensinasse a perdoar o meu pai e a amá-lo.
No ano de 2010, por direção de Deus, eu estava em uma viajem missionária à África. Estava no Marrocos e minha equipe era composta por 4 pessoas totalmente diferentes. Estávamos passando por muita dificuldade de relacionamento. Em janeiro daquele ano, a minha líder da JOCUM foi nos visitar lá no Marrocos, para nos ajudar a consertar nossos relacionamentos. Durante uma conversa com ela, eu falava de como eu não gostava da forma que eu era tratado pelos meus companheiros de equipe... Quando comecei a falar sobre a diferença entre a forma que eu estava sendo tratado e a forma que meu pai me tratava, foi como se a ficha tivesse caído! De repente, eu compreendi o amor VERDADEIRO do meu pai por mim! Na mesma hora eu comecei a chorar. E chorei muito. Chorei de arrependimento da minha ingratidão diante do amor do meu pai. Eu não recebia nenhuma atitude de meu pai como amor por mim, mas naquele momento Deus abriu meus olhos e eu VI como ele me amava! Apesar das falhas dele, ele me amava! Apesar de não demostrar amor da forma que eu achava melhor, meu pai me amava! E só naquele momento eu pude entender isso.
Eu quero postar aqui a carta que eu escrevi para meu pai lá da África depois de ter tido essa experiência.

Pai,
me perdoe porque só ontem eu percebi o quanto eu não fui grato a você. Eu não sei porquê, mas eu não conseguia ver o pai que Deus me deu, e não sei como eu não percebi o quanto você foi, e é, bom para mim. Só aqui, quando eu tenho que ficar com o pior pedaço de comida, é que eu consegui dar valor a você perguntando todos os dias se eu queria experimentar alguma comida antes de você comer; só aqui, que ninguém quer me abraçar, é que eu consegui dar valor aos teus abraços e tantas outras coisas.
Pai, me perdoa porque eu não consegui ver isso antes, e também por ser tão imbecil de as vezes pensar que você não fosse um bom pai. Eu te amo muito, e se algum dia eu conseguir amar meu filho com a metade do amor que você me amou já está ótimo.
Um fortíssimo abraco.
De seu filho, Dudu

Eu e meu pai trabalhando juntos
Meu relacionamento com meu pai mudou “da água para o vinho” desde aquela experiência na África.
Eu sei que se eu não tivesse decidido buscar todos os dias ouvir a voz do Espírito Santo, para que Ele consertasse a minha vida, eu não teria passado por um momento desses. E provavelmente, ainda estaria cheio de amargura com meu pai, fechado para qualquer tipo de demostração de amor dele. Infelizmente, a história de um pai e de um filho que têm um relacionamento saudável é a exceção hoje em dia. A principal mentira que entra em nossos corações quando ainda somos jovens é: Seu pai não te ama! Essa é a mesma mentira que lá no fundo cremos sobre Deus. Pensamos, “Deus não me ama.” E essa mentira faz com que fiquemos fechados... O sentimento de desprezo nos faz desprezar. Quanto acreditamos que nosso Pai (Deus) nos rejeita, passamos a rejeitá-lo. E qualquer tentativa de Deus em provar seu amor por nós, não nos é sentida como amor. Não conseguimos sentir o amor de Deus por nós, pois não O conhecemos. A verdade é que estamos endurecidos pelo engano de que Deus nos rejeitou. Mas eu quero dizer uma coisa muito importante: Se tivéssemos a noção da metade do amor que Deus tem por nós, choraríamos durante incontáveis dias pois perceberíamos a nossa ingratidão diante de tanto amor. Para encontrar esse amor de Deus por ti é fácil! Você só precisa encontrá-Lo verdadeiramente.


Busque encontrar Deus com todo o seu coração, isto é, deseje ao máximo ter um encontro com Ele e tenha atitudes que mostrem que você realmente quer isso. Você, com certeza, irá encontrá-Lo! (Leia Jeremias 29:13)

sábado, 31 de março de 2012

Testemunho sobre minha entrada na universidade

No ano de 2009 decidi que queria cursar Educação Física. Me matriculei em um curso pré-vestibular, pois eu já havia saído do ensino médio no ano anterior. Mas aí o que aconteceu foi que me senti chamado por Deus a largar os estudos e ficar um tempo focado apenas em missões cristãs. Foi aí que me tornei um missionário. No inicio, foi um pouco complicado de aceitar que eu realmente deveria deixar de lado família, estudos e amigos para me concentrar na missão de um Deus que eu a pouco havia conhecido. Mas aos poucos Deus me convenceu que era realmente Ele quem desejava isso de mim. Fiquei 10 meses numa base missionária de uma ONG chamada JOCUM (Jovens Com Uma Missão), mas em nenhum momento a ideia de fazer Educação Física saiu da minha mente. Acredito que Deus retirou-me de onde eu estava e me colocou na JOCUM para me fazer amadurecer como cristão. Eu O havia conhecido há pouco tempo quando Ele me enviou para lá. Eu mal sabia sobre a missão de anunciar o evangelho a todas as pessoas (Mc 16:15), que Jesus deu a cada cristão. Quando retornei de uma viagem missionária, me senti direcionado por Deus a voltar a morar com meus pais e entrar novamente em um curso pré-vestibular para, agora sim, tentar entrar num curso de Educação Física.

Foi então que na segunda metade de 2010 voltei a estudar e, naquele mesmo ano, fiz o vestibular para o curso de Educação Física em vária faculdades. A principio eu desejava entrar na UFPR e não me agradava pensar que talvez eu iria para outra universidade. Estudei muito, pois desejava entrar na UFPR. Eu passei em primeiro lugar na Universidade Positivo, mas não me alegrei muito com isso. Até que, no dia 14 de janeiro de 2011, eu vi meu nome na lista de aprovados da UFPR. Fiquei extremamente feliz. Cortei meus cabelos longos, mergulhei na lama e naquela noite fui numa pizzaria comemorar com os meus pais. No dia seguinte, eu recebi um telefonema de um amigo, me falando alguma coisa sobre as cotas da UFPR. Eu fiz o vestibular contando com a cota social, pois eu havia estudado o ensino médio em colégio público. Depois do telefonema fui checar se as cotas sociais da UFPR eram para alunos de colégio público a partir do ensino médio ou desde a o ensino fundamental. E aí descobri que era desde o fundamental. Descobri então que havia perdido a minha vaga, pois, na realidade, eu não poderia participar da cotas, pois havia estudado em colégio particular no ensino fundamental. Minha tristeza foi imensa. Eu havia perdido o meu maior sonho: Estudar na UFPR. Não entendia o motivo de Deus ter permitido que aquilo tivesse acontecido; ainda mais do jeito que aconteceu. Eu me esforçava por confiar Nele, mas aquela situação havia me arrasado. Lembro-me de certa vez minha mãe me perguntou se eu ficaria feliz em passar em alguma faculdade que não fosse a UFPR e eu, sinceramente, respondi que não. Foi então que, aos poucos, fui entendendo o que Deus estava querendo me dizer. Comecei a perceber que havia idolatrado a UFPR. Estudar lá havia se tornado a razão da minha alegria. Um dos mandamentos de Deus é: “Não terá outros deuses além de mim”. E eu entendi que estava endeusando a UFPR. Me arrependi. Voltei a aceitar que a vontade de Deus era realmente a melhor, afinal, Ele estava querendo me moldar por dentro. Me transformar em alguém melhor.

No dia 04 de fevereiro eu tive um sonho. Sonhei que tinha tido uma nova chance de passar na Federal. No sonho, eu estava feliz com a minha família e tínhamos o sentimento de que era uma benção que Deus havia dado. Poucos dias depois, eu passei na 3º chamada no curso de Educação Física da UTFPR. E, graças a Deus, pude me alegrar em passar lá.
No primeiro semestre de 2011 cursei o 1º período do curso. Nesse mesmo semestre eu voltei a me envolver com a JOCUM, indo em evangelismos e servindo de voluntário num projeto de futebol com adolescentes.
Hoje sei que nem a universidade onde estudo, nem o curso Educação Física são a minha vida. São apenas ferramentas que Deus me deu para que eu possa servi-Lo.

Aquilo que Deus me deu não deveria NUNCA roubar meu Deus de mim.

Minha turma de Educação Física da UTFPR

quinta-feira, 8 de março de 2012

A verdade sobre você

Antes de receber Jesus na minha vida eu lutei com todas as minhas forças para me manter cercado de amigos populares; sempre quis fazer parte daqueles que todo mundo olha e pensa: “Queria fazer parte desse grupo”. Quando eu estava no ensino médio me lembro de estar cercado de amigos e de estar rindo dos assuntos deles, mas dentro de mim eu estava sozinho e nem um pouco afim de sorrir, mas prosseguia sorrindo para não perder a “moral” que eu havia conquistado. O que quero dizer é que sempre precisei muito da aceitação das outras pessoas. Mesmo depois que tive uma experiência com Jesus que transformou toda a minha vida, por vezes, me peguei correndo atrás de amizades de novo. Não penso que ter amizades seja errado, pelo contrário, penso que é da vontade de Deus que tenhamos amigos verdadeiros. Mas o que as pessoas dizem de você, até os melhores amigos, deve sempre ficar em segundo plano. Pois o que importa mesmo é o que Deus fala de você. O que importa é a aceitação Dele!
Esses dias atrás, durante um treino de futebol que eu dou lá na JOCUM, eu estava acompanhando o jogo-treino dos piás. Estava como juiz, mas eu apoiava os dois times com elogios e conselhos. Uma hora, um menino fez uma jogada muito boa, mas a bola acabou sendo perdida. Enquanto eu o aplaudia, um garoto do mesmo time reclamou dele. O que aconteceu foi que o piá da jogada ficou chateado com a reclamação. Nessa hora eu disse para que ele não ouvisse o que os companheiros de time diziam a ele, mas que olhasse para mim e prestasse atenção no que eu falava, pois eu é que iria dizer a verdade sobre os lances dele. Um tempo depois, num culto, Deus me trouxe essa lembrança e falou, “Duds, da mesma forma que você falou para ele esquecer a opinião dos colegas e se focar na sua, assim que quero que você não dê tanto valor ao que as pessoas dizem sobre você, apenas olhe para Mim e preste atenção no que Eu digo sobre você.” Portanto, penso que devo me esforçar para ir mais fundo no meu relacionamento com Deus, mas também preciso SEMPRE sondar o meu coração e reconhecer com que motivação estou fazendo isso. Como disse o pastor Coty (@PrCoty) no seu livro O Obreiro Aprovado, “O 'para quem' estamos fazendo é tão relevante como 'o que' estamos fazendo. A questão não é só fazer. É vital focalizar e disciplinar a motivação do nosso desempenho ministerial em agradar a Deus antes mesmo que servir aos homens”. Se eu danço como forma de louvor, É PRA DEUS! Não preciso que alguém diga que foi legal, nem me entristeço se disserem que foi inconveniente. Minha motivação não é agradar aos homens, é fazer Deus sorrir!
Enfim, acredito que se alguma ofensa acaba com o meu dia ou se eu preciso de afirmação de alguém para me sentir satisfeito, há algo errado. Só DEUS pode dizer a verdade completa sobre você. Cabe a nós buscarmos ouvir a Sua voz.
Termino esse post com uma frase do Irmão Yun, do livro O Homem do Céu

“Os cristãos que têm ministério público são os que correm mais risco de cair em dificuldades, porque podem, com muita facilidade, ser tentados a ouvir o aplauso e o louvor dos homens. É necessário clamar a Deus para que ele ajude a ouvir apenas a voz dEle, não a das multidões que nos elogiam.
Embora tenhamos esperança de que todos gostem de nós e nos aceitem, Jesus ensinou: 'Ai de vós, quando todos vos louvarem!' (Lc 6:26)”

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Meninas dos Olhos de Deus - Nepal

Faz um tempinho que conheci o trabalho conhecido como Meninas dos Olhos de Deus, mas foi há alguns meses, quando recebi um panfleto que falava sobre este projeto, que me chamou a atenção o trabalho deles.
Sempre que falam em Ásia eu me animo. Não sei exatamente porquê. Mas me sinto meio atraído pr'aquele lugar. Eu sempre digo pra minha mãe: “Algum dia eu vou para a Índia!”. Mas bem, voltando ao panfleto... Lá estava escrito sobre o projeto de prevenção ao tráfico humano no Nepal, que fica na Ásia (uhul!). Quando li sobre o trabalho que realizam lá fiquei muito impactado. Segundo o site da MCM, “O tráfico de meninas do Nepal é intenso! Estatísticas falam de 7 mil por ano na média, algumas chegam a 12 mil crianças traficadas a cada ano, principalmente para a prostituição na vizinha Índia. Algumas meninas são vendidas com apenas 6 anos de idade. Há relatos desumanos de garotas que recebem muitos clientes num mesmo dia, para assim receber um prato básico de comida.”

Vou colocar um pedaço do texto retirado do site do MCM para ficar claro como é o trabalho que eles desenvolvem:

“Nosso alvo é resgatar crianças que têm sido usadas no comércio sexual ou estejam em situação de risco, abrigando-as em nossas casas dando-lhes um lar, não um orfanato, ou uma casa de recuperação ou mesmo um abrigo evangélico de crianças.
Cada Casa Meninas dos Olhos de Deus é uma família, que é cuidada por um casal de obreiros cristãos que vive em tempo integral com as crianças. Procuramos resgatar um ambiente familiar, de ser FAMÍLIA e não instituição, NADA DE SER orfanato, PORQUE ELAS TEM UM PAI no céu e pais na terra.
Elas chegam com feridas no corpo e principalmente, na alma, causadas pelo abuso sexual, rejeição e preconceito, sem sonhos nem esperança, mas no dia-a-dia vão sendo ministradas, começam a sorrir, dançar, cantar, sonhar, conhecem ao Senhor Jesus, que foi aquele que direcionou e proveu todas as coisas para que elas fossem resgatadas. Basicamente, elas recebem em nossa casa, o amor de Deus através de nós, como principal remédio para suas feridas.”


segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Pessoas que eu admiro

Eu sei que não é fácil achar pessoas assim por aí, mas acho que é justamente por isso que admiro essas características nas pessoas.
Eu admiro,

Quem sabe argumentar com sabedoria, mas escuta mais do que fala.

Quem tem vários filhos e cuida bem deles.

Quem se casa só uma vez na vida.










Quem não precisa provar nada.

Quem não se abala com críticas destrutivas.

Quem perdoa qualquer pessoa, independente do que ela fez.

Quem toca piano.












Quem lê muitos livros.

Quem gosta de correr.

Quem ora muito.

Quem fala de Deus sorrindo.

Quem não tem vergonha de chorar.

Quem evita a crítica, mas sempre aconselha.

Quem tem uns amigos íntimos.














Quem não tenta chamar a atenção, ainda que tenha muitas coisas boas para mostrar.

Quem não esconde nada.

Quem fala vários idiomas.

Quem gosta de acampar.














Quem interage com qualquer pessoa.

Quem estuda bastante.

Quem interpreta bem em peças de teatro.

Quem prefere falar das qualidades dos outros e não das próprias qualidades.

Quem prefere falar dos próprios erros e não dos erros dos outros.

Enfim, acho que admiro as pessoas bem simples, e não estou falando da forma de se vestir, mas daquelas pessoas que passam despercebidas na multidão, mas no dia que a gente conhece não dá pra não pensar: "Puxa, como é que eu não conheci essa pessoa antes?"

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Shahbaz Bhatti

“O Meu nome é Shahbaz Bhatti. Nasci em uma família católica. Meu pai, professor aposentado, e minha mãe, dona de casa, me educaram segundo os valores cristãos e os ensinamentos da Bíblia, que influenciaram a minha infância.

Desde menino, tinha o costume de ir à Igreja e encontrar profunda inspiração nos ensinamentos, no sacrifício, e na crucificação de Jesus. Foi o amor de Jesus que me levou a oferecer os meus serviços à Igreja. As espantosas condições nas quais se encontravam os cristãos do Paquistão me perturbavam. Recordo uma sexta-feira de Páscoa, quando tinha somentre treze anos: escutei um sermão sobre o sacrifício de Jesus para a nossa redenção e para a salvação do mundo. Pensei em corresponder aquele seu amor doando amor aos nossos irmãos e irmãs, pondo-me a serviço dos cristãos, especialmente dos pobres, dos necessitados e dos perseguidos que vivem neste país islâmico.

Foi-me exigido pôr fim à minha batalha, mas eu sempre refutei, até mesmo com o risco de perder a minha vida. A minha resposta sempre foi a mesma. Não quero popularidade, não quero posições de poder. Quero somente um lugar aos pés de Jesus. Quero que a minha vida, o meu caráter, as minhas ações falem por mim e digam que estou seguindo Jesus Cristo. Tal desejo é tão forte em mim que me considerarei um privilegiado se – neste meu esforço de batalha em ajudar os necessitados, os pobres, os cristãos perseguidos do Paquistão – Jesus quisesse aceitar o sacrifício da minha vida.

Quero viver por Cristo e por Ele quero morrer. Não experimento nenhum medo neste país. Muitas vezes os extremistas desejaram me matar, prender-me; me ameaçaram, aterrorizaram a minha família. Eu digo que, enquanto eu tiver vida, até o meu ultimo respiro, continuarei a servir Jesus e esta pobre, sofrida humanidade, os cristãos, os necessitados, os pobres.

Creio que os cristãos do mundo, que estenderam as mãos aos muçulmanos atingidos pela tragédia do terremoto de 2005, tenham construído pontes de solidariedade, de amor, de compreensão, de cooperação e de tolerância entre as duas religiões. Se tais esforços continuarem, estou convencido que conseguiremos a vencer os corações e as mentes dos extremistas. Isto produzirá uma mudança positiva: as pessoas não se odiarão, não matarão em nome da religião, mas se amarão umas às outras, trarão harmonia, cultivarão a paz e a compreensão nesta região.

Creio que os necessitados, os pobres, os órfãos, qualquer que seja a sua religião, serão considerados antes de tudo como seres humanos. Penso que aquelas pessoas sejam parte do meu corpo em Cristo, que sejam a parte perseguida e necessitado do corpo de Cristo. Se nós levarmos a termo esta missão, então nós ganharemos um lugar aos pés de Jesus e eu poderei olhá-Lo sem sentir vergonha”.
"Quero deixar claro que estou consciente de que na luta para proteger a liberdade religiosa, direitos das minorias, e para levantar a voz contra a lei sobre a blasfêmia, eu posso ser assassinado. Eu posso ser morto," contou Bhatti em uma entrevista em fevereiro de 2011.
"Mas vou continuar a seguir os princípios que eu acredito. Vou continuar a elevar a voz dos sem voz. Não vou sentir medo por causa dessas ameaças, porque eu sigo a Jesus Cristo que deu sua própria vida por nós. Assim como um seguidor de Cristo, meu destino é falar por aqueles que não podem falar por si mesmos."

Bhatti foi o primeiro Cristão a ser membro do gabinete do presidente paquistanês.

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