terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Keith Green

Keith Green não nasceu num lar cristão; seu talento músical o levou naturalmente para o mundo artístico. Em Fevereiro de 1965, contando apenas com 12 anos de idade, já dispunha de quarenta canções originais sob sua carreira. Green então assinou um contrato de cinco anos com a Decca Records, uma das maiores gravadoras do mundo, comprada depois pela Polygran. Entre seus artista a Decca tinha nomes como: Louis Armstrong, Elvis Presley, Rolling Stones e George Harrison. A Decca Records havia planejado fazer de Green um ídolo teen. No entanto, Deus tinha outros planos para ele e a fama não conseguiu se materializar. Um jovem cantor chamado Donny Osmond captou a atenção dos pré-adolescentes e adolescentes e Keith foi rapidamente esquecido pelo público.

Keith tinha 15 anos a primeira vez que ele fugiu de casa. Ele começou um diário no mesmo dia e durante anos, enquanto ele procurava por uma aventura musical e pela verdade espiritual, escreveu a sua viagem. Keith tinha uma formação judaica, mas cresceu lendo o Novo Testamento. Ele chamou de "uma combinação confusa", que o deixou profundamente insatisfeitos. Sua jornada o levou ao estilo hippie, envolvendo-se com drogas, misticismo oriental, e do amor livre.
Depois de experimentar o que descreveu como uma “bad trip”(má viagem), ele abandonou o consumo de drogas e se tornou avesso a filosofia e a teologia de um modo geral. Green viria a afirmar, no entanto, que, no meio de seu ceticismo, ele sentiu que Deus “furou os calos do seu coração”, e ele entregou-se a Cristo nascendo de novo. Logo depois sua esposa Melody Green também se entregou a Cristo.

Não só a vida Keith deu uma virada radical, mas todas as suas músicas também mudaram. Sua busca pelo estrelato tinha terminado. E agora suas canções refletiam a emoção absoluta de encontrar Jesus e consideravam sua própria vida completamente transformada. A intensidade espiritual de Keith o levou além da zona de conforto que a da maioria das pessoas vivem. Green estava sempre orando, pedindo ao Espírito Santo, "Por favor, mude o meu coração, e convence-me do meu pecado." E quando ele foi convencido, ele entrou em ação. Se ele precisava se arrepender, ele se arrependia. Se ele precisava telefonar a alguém para pedir perdão, ele ligava.
Keith pregava com ousadia, chamando os fiéis para acordar, se arrepender e viver a vida que eles diziam que acreditavam. Keith sentia que teria conhecido antes a Jesus, se os cristãos não levassem uma vida dupla. Ele fez o público se contorcer, dizendo: "Se você louva e adora a Jesus com sua boca, e sua vida não é louvar e adorar a Ele, há algo de errado!"

Keith e Melody Green
Em 1975, o casal Green iniciaram um programa de evangelização nos subúrbios de Los Angeles, Califórnia, em San Fernando Valley. Rapidamente sua pequena casa no subúrbio estava superlotada de prostitutas, tóxico-dependentes e sem-teto que recebiam além do evangelho, atenção e cuidados. A comunidade de novos crentes foi crescendo rapidamente, pessoas foram continuamente se posicionando para o batismo e definindo suas vidas para servir o Senhor. Logo tiveram que adquirir uma casa vizinha à sua própria e alugaram mais cinco no mesmo bairro, para grande consternação dos seus vizinhos. O ministério de Keith Green foi largamente influenciado por um grande pregador da época, Leonard Ravenhill, que possui um de seus livros publicados aqui no Brasil chamado, “Por que tarda o pleno Avivamento?”.

Keith Green faleceu em 28 julho de 1982, quando o avião alugado pelo ministério caiu após decolar da pista privada localizada na sede da missão. O pequeno avião de dois motores estava transportando onze passageiros para um passeio aéreo pela região da propriedade. O acidente também tirou a vida de dois de seus filhos: Josias, com 3 anos de idade, e Betânia, com 2 anos. Melody estava em casa com sua filha de 1 ano Rebeca, e grávida de seis semanas com a quarta filha de Keith, Rachel. Keith tinha apenas 28 anos de idade.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Não apaguem o Espírito

Eu achei muito valioso esse assunto, então decidi posta-lo aqui no blog.
Acredito que o Espírito me mostrou o quanto ainda sou limitado; me mostrou que há uma liberdade maior do que a que eu tenho vivido. Muitas vezes quando toco no louvor, percebo que as pessoas (inclusive eu), se entregam mais intensamente conforme a intensidade da música ou conforme a maioria das pessoas estejam se entregando. Não acho que isso seja uma hipocrisia da nossa parte, talvez nós realmente nos sintamos mais livres para gritar ou erguer os braços quando o som do louvor aumenta. Mas isso não é ser livre; isso é ser influenciado. Somos influenciados a louvar a Deus e a expressar nosso amor a Ele, mas quando a influência acaba, nos também paramos. Abrimos os olhos e abaixamos nossos braços. Zelando pela formalidade no templo.
No geral, acho que nós (de origem europeia, sulistas, curitibanos...), temos dificuldade em nos expor. Não gostamos de falar alto, nem de dançar e nem de mostrar que precisamos de outras pessoas. Gostamos de ficar na nossa! Por muito tempo insisti que essa era a minha cultura e que não havia nada de errado nisso. De fato, Deus é quem criou todas as culturas e suas belezas, mas não significa que, por Deus tê-las criado perfeitas, elas tenham permanecido imutáveis até hoje. Jesus morreu para que eu seja LIVRE. Se a minha cultura me impede de ser livre, preciso rejeitá-la!
Claro, ser livre não é uma coisa fácil e nem podemos conquista-la com nossa força de vontade. Precisamos pedir a Deus que nos dê liberdade. Talvez doa um pouco, talvez mexa com o orgulho, mas não vamos desistir de busca-la em Jesus.
Muitas vezes eu já tive vontade de pular, mas não o fiz; de dançar, mas fiquei parado. de chorar, mas me contive; de gritar, mas me calei. Deus quer me usar e te usar para evangelizar, curar doentes, ressuscitar gente morta...Contudo, se apagamos o Espírito quando o louvor acaba, se nunca dançamos por termos vergonha e se nunca choramos em voz alta (a menos que a música esteja bem alta pra que ninguém no ouça), quando é que daremos liberdade para o Espírito Santo agir através de nós?

1 Tessalonicenses 5:19 "Não apaguem o Espírito"

sábado, 11 de dezembro de 2010

Jason Upton

A mãe de Jason Upton era uma jovem missionária que queria “salvar o mundo” através da pregação do Evangelho. Eram os anos 70, e ela foi evangelizar um hippie, amante das drogas e da falta de compromisso e responsabilidade. Enquanto o evangelizava, se apaixonou e, vencida pela tentação, teve relações sexuais com ele.
Ficou grávida dessa relação. Buscou o rapaz, mas ele a abandonou. Por ser missionária da igreja, sentiu o peso da cobrança de ser exemplo. As poucas pessoas que souberam do caso a aconselharam abertamente a praticar um aborto, entre eles líderes da igreja! Mas ela decidiu não matar a criança que já vivia em seu ventre. Para manter as aparências, simulou uma viagem de meses a um país distante, como missionária, mas na verdade foi para um lugar seguro até que a criança nascesse.
Nesses meses de solidão, em que era apenas ela e o bebê, a missionária fez roupinhas de crochê. Fez todo o enxoval da criança que já amava, contudo tinha medo de ficar com ela. Orou a Deus, pedindo que aquela criança fosse um salmista, um adorador. Essa oração ela escreveu numa carta, que junto com o enxoval e a criança recém-nascida foi entregue ao setor de adoção dos Estados Unidos. Como a adoção é fechada nos EUA, a mãe não soube o que aconteceu com a criança depois de tê-la entregue.
O menino foi adotado com 3 meses por uma família cristã, que pode lhe proporcionar bons estudos. Desde cedo apresentou talento musical, no que foi incentivado por seus novos pais. Eles não lhe contaram que era adotado, apenas quando ele se tornou adulto soube de parte de sua história. Então resolveu buscar informações junto ao setor de adoção e conhecer sua outra família.
Após um tempo, teve acesso ao seu enxoval e à carta de sua mãe biológica. E constatou que TUDO que ela orou aconteceu!
Então Upton resolveu visitar sua mãe. E descobriu que ela era de uma igreja bem pequena e carismática; que lá havia um lugar de oração, onde ela passava os dias intercedendo. Por 7 anos, antes de Jason Upton abrir o enxoval, ela não sabia quem ele era, mas orava ouvindo os CDs dele. Orando, intercedendo e adorando com a música de seu filho.

Por anos Jason Upton tem inspirado pessoas de todas as idades através de suas músicas e sua entrega a Deus. Há vários vídeos dele no youtube e vale muito a pena dar uma olhada.
Deus abençoe.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

O maior no Reino dos Céus

Quem é o maior no Reino dos Céus?

Uma vez, Pedro, discípulo de Jesus, pediu ao próprio Jesus para faze-lo andar sobre o mar. Jesus disse, "Vem". Então Pedro deu seus primeiros passos em cima da água. Logo depois, quando reparou no vento, começou a afundar, pois teve medo. Jesus o salvou e disse, "Homem de pequena fé, por que você duvidou?
Para mim, é como se Deus tivesse dado um ministério para Pedro. Como existe ministérios de dança e teatro, aquele ministério era o de andar sobre as águas. No início, Pedro desejou participar desse ministério, mas sabia que só um milagre de Deus o botaria lá. Mais ou menos como acontece hoje, quando desejamos ver e viver experiências loucas de curas, ressuscitamentos, entre outras. Aí então aconteceu o milagre que Pedro esperava: Jesus o chamou para o ministério! Finalmente andou sobre as águas! Talvez nos seus primeiros passos ele tenha pensado, "Uau, Jesus é poderoso mesmo. Eu , Pedro, andando sobre o mar? Que incrível!". Mas depois, pode ter acontecido com ele o que acontece com muitos cristãos: Se acostumam com o ministério que receberam de Deus. Muitos crentes se esquecem que somente pela graça e para a glória de Deus é que eles trabalham nos variados ministérios que existem. Pedro provavelmente tenha pensado que já tinha experiência suficiente para ficar sobre o mar; ou pensou que estava naquele ministério porque era merecedor. Ele acreditou que podia continuar no ministério pelos seus próprios esforços, mas assim que reparou nas dificuldades (vento), teve medo e não sabia o que fazer. Se ele lembrasse que foi JESUS que o chamou e que foi DEUS que firmou o pé dele na água, é provável que ele não teria afundado. Mas ele se esqueceu. Ele confiou em si mesmo.
É um prazer imenso servir a Deus depois que O recebemos. É tão maravilhoso como Ele impacta muitas pessoas através das nossas vidas. É simplesmente uma escolha Dele: A de nos usar. Mas é fácil ser orgulhoso...
Nós não somos bons e não fazemos o bem. Somos egoístas, cruéis e não há amor em nós. Acho que precisamos aceitar isso para começarmos a caminhada rumo à humildade. Devemos nos lembrar sempre de dar toda à glória para Deus, pois é Ele quem nos capacita.

O maior no Reino do Céus é aquele que é humilde como uma criança.

Não nos esqueçamos disso. Não confiemos em nós mesmos.

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